As pessoas querem ao máximo passarem uma imagem de ter compromissos, de serem importantes. Sutilmente e inocentemente - e de uma forma que na hora é considerada normal - tentam fugir de compromissos que consideram serem menos importante, ou simplesmente de uma forma natural preferem decidir depois. As ações das pessoas são repensadas mais tarde - normalmente ações e fatos são repensados em momentos em que você não reserva para isso. As vezes pensar nesse simples atos me trazem raiva e ódio, e ao mesmo tempo uma vontade de me comunicar, colocar em pratos limpos. Talvez me traga odio por eu refletir demais e a partir daí criar situações que na verdade não existem, mas na maioria das vezes eu penso e me apego a fatos, ou seja, não crio essas situações, faço interpretações que se encaixam, que tem fundamentos, situações que podem ser sim conclusivas.
Como uma raposa observa uma lebre branca que passa pela neve - tentando passar despercebida - eu também observo discretamente as ações mais minúsculas, que você pensa que passam despercebidas, ou ações tão pequenas que você nem as consideras.
No final de todo pensamento eu chego a uma conclusão, ela normalmente me traz um aprendizado, e nas próximas situações eu agirei de uma nova forma, com mais cautela, saberei mais como agir. No fundo antes dessas conclusões eu já sei como deveria agir, mas ao mesmo tempo não sei, talvez eu precise passar por isso para achar dentro de mim essa conclusão, a verdade que todos temos. Acho que com todo mundo é assim, as pessoas sabem como agir, mas tem que passar por situações para descobrirem se é assim mesmo. A partir de várias conclusões de outras situações já sei como agir em outras situações, situações novas. Assim me torno um cego que conhece sua casa e sabe andar por ela sem tropeçar, cair, derrubar ou esbarrar nos móveis, pois os móveis nunca mudam de lugar. As pessoas são os móveis, são previsíveis.
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